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Foto de divulgação: Camilla Siren transforma galeria em território de fantasia em nova exposição individual em Brasília

Foto: Rayssa Coe/Divulgação

· 4 min de leitura

Camilla Siren transforma galeria em território de fantasia em nova exposição individual em Brasília

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A partir desta semana, artista brasiliense inicia preparação de “Fantasia Concreta”, mostra inédita que será aberta ao público em 15 de outubro e marca novo momento de sua trajetória entre o graffiti, o muralismo e a pintura O que acontece quando uma artista acostumada à escala…

A partir desta semana, artista brasiliense inicia preparação de “Fantasia Concreta”, mostra inédita que será aberta ao público em 15 de outubro e marca novo momento de sua trajetória entre o graffiti, o muralismo e a pintura

O que acontece quando uma artista acostumada à escala dos muros e à imprevisibilidade das ruas leva sua imaginação para dentro de uma galeria? A partir desta semana, a artista visual brasiliense Camilla Siren inicia uma nova etapa de Fantasia Concreta: a preparação do espaço que receberá sua exposição individual. A abertura está marcada para 15 de outubro, na Galeria Rubem Valentim, no Espaço Cultural Renato Russo.

A montagem antecede a apresentação de um conjunto de obras inéditas desenvolvidas ao longo de 2026 e representa também um momento de transição na pesquisa da artista. Depois de mais de uma década construindo uma linguagem reconhecida no graffiti e no muralismo, a artista passa a explorar com maior profundidade as possibilidades narrativas da pintura e do espaço expositivo.

Em Fantasia Concreta, Camilla investiga imaginação, memória, natureza e as diferentes maneiras de perceber o cotidiano. A exposição nasce justamente do desejo de experimentar aquilo que a galeria permite: reunir imagens que, observadas em conjunto, estabelecem relações, criam histórias e conduzem o visitante por um percurso entre aquilo que é real, imaginado, lembrado ou sonhado.

Se na rua cada obra precisa dialogar com a arquitetura, com o movimento da cidade e com acontecimentos que a artista não controla, dentro da galeria Camilla irá construir uma narrativa mais íntima e contínua. “Fantasia Concreta” não propõe a fantasia como afastamento da realidade. Ao contrário: parte da ideia de que imaginar também pode ser uma forma de observar com mais atenção aquilo que já existe — uma memória de infância, uma conversa, uma paisagem do Cerrado, uma relação afetiva ou mesmo uma imagem surgida durante um sonho.

Do cotidiano ao sonho A exposição é organizada em três séries — Realismo Mágico, Contos Fantásticos e Devaneios — que constroem um movimento gradual entre a experiência cotidiana, a invenção de novos universos e o território mais subjetivo da memória e dos sonhos.

Projeto A exposição encerra um percurso iniciado meses antes e realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF). Em junho, o projeto chegou ao Instituto Federal de Brasília (IFB), Campus Taguatinga, com a oficina gratuita Spray na Prática, conduzida por Camilla para estudantes da instituição. A atividade promoveu uma imersão nas técnicas do graffiti e buscou aproximar jovens e adultos da cultura Hip Hop, da criação artística e das possibilidades profissionais ligadas à economia criativa.

A iniciativa também prevê ações de retorno social, entre elas a doação de três obras para espaços públicos e acervos culturais do Distrito Federal e uma campanha de arrecadação de materiais artísticos destinada ao IFB Campus Taguatinga, para incentivar a continuidade de atividades formativas.

A acessibilidade também integra a concepção do projeto. A exposição contará com recursos de audiodescrição, disponíveis por QR Codes, além de atendimento especializado para pessoas com deficiência visual mediante agendamento e recursos acessíveis nas atividades. Também haverá possibilidade de intérprete de Libras, conforme demanda.

História Artista visual e grafiteira brasiliense, Camilla Siren desenvolve desde 2014 uma produção marcada principalmente pela representação de mulheres, pela relação com a natureza e pela ocupação do território urbano.

Ao longo da trajetória, seus trabalhos passaram pelos muros e por diferentes suportes, ampliando uma pesquisa que reúne pintura, ilustração, experimentação e criação autoral. Entre os reconhecimentos de sua carreira está o Prêmio Cultura Brasília 60, concedido pelo Fundo de Apoio à Cultura, além da publicação do livro Siren Concreta, lançado em versão bilíngue e também em Braille.

Fonte: Assessoria da Siren

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