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Radar da Cultura

Ator de barba ergue uma estrela prateada em cena, com figuras tocando tambores ao fundo sob luz rosa

Encantaria

Foto: Ogãn Luiz Alves/Divulgação Companhia IPADÊ

· 2 min de leitura

Companhia IPADÊ faz as últimas apresentações de ‘Encantaria’ no Teatro de Sobradinho em 5 e 6 de outubro

Montagem dirigida por Ricardo César parte do mito de Dom Sebastião e da encantaria maranhense; as quatro sessões têm entrada gratuita

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Em resumo

A companhia IPADÊ encerra o projeto Circulação Encantada com quatro sessões de ‘Encantaria’, às 15h e às 20h, nos dias 5 e 6 de outubro, no Teatro de Sobradinho. A entrada é gratuita e a classificação indicativa é de 14 anos.

A companhia IPADÊ faz nesta segunda-feira, 5 de outubro, e na terça-feira, 6, as quatro últimas apresentações de Encantaria em 2026. Segundo o comunicado, as sessões são às 15h e às 20h, com entrada gratuita, no Teatro de Sobradinho.

A montagem estreou no mesmo teatro seis meses antes. A direção é de Ricardo César. A peça parte do mito de Dom Sebastião para discutir como a esperança popular pode ser capturada por promessas de salvação.

O que se vê em cena

O rei português desaparecido na Batalha de Alcácer-Quibir, em 1578, reaparece como presença espiritual da encantaria maranhense. O release define a encantaria como tradição religiosa afro-indígena, com rituais de canto, dança e devoção.

A encenação é em arena, o que aproxima intérpretes e espectadores. Máscaras, bonecos e objetos cênicos compõem a atmosfera de ritual.

Quem faz

A pesquisa começou no primeiro ano da pandemia, em formato virtual. Antes disso, Ricardo César e o ator Martin Filho conheceram a lenda de Dom Sebastião em uma viagem a São Luís. A criação é coletiva, feita pela metodologia do teatro colaborativo.

Para o diretor, mestre em Teatro pela Universidade de Brasília, o processo colaborativo gera “uma verdadeira troca de conhecimentos entre a equipe”.

Circulação Encantada

A primeira temporada ocupou o teatro de 13 a 15 de abril, com seis sessões voltadas prioritariamente a estudantes da rede pública. Segundo o release, eles chegaram ao espetáculo com transporte gratuito. Parte das apresentações teve audiodescrição e interpretação em Libras, e todas foram seguidas de palestras de mediação e debates entre elenco e plateia.

Nas duas temporadas, a aposta do projeto foi levar jovens ao teatro e ligar a experiência artística à reflexão sobre história e pensamento social. O projeto é realizado com recursos do FAC-DF.

Serviço

A classificação indicativa é de 14 anos. O comunicado não informa o endereço do Teatro de Sobradinho.

Autoria

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O projeto é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF).